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Portaria prevê prisão de quem descumprir quarentena em razão do novo coronavírus

Documento assinado pelos ministros Mandetta (Saúde) e Moro (Justiça) cita mesmo artigo do Código Penal que será usado para pedir impeachment de Bolsonaro

Oeste Mais Com informações da Veja
Os ministros Luiz Henrique Mandetta (Saúde) e Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) editaram, nesta terça-feira, dia 17, uma portaria interministerial com determinações sobre a obrigatoriedade no cumprimento das medidas anunciadas pelo governo federal para conter a pandemia do novo coronavírus. Uma das decisões permite que o indivíduo que descumprir as recomendações poderá ser preso.
A portaria leva em consideração dois artigos do Código Penal (Decreto-lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940): o 268 e o 330. O primeiro afirma que é crime contra a saúde pública "infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa", neste caso, a pena é detenção, de um mês a um ano, e multa. O segundo artigo, por sua vez, estabelece crime "desobedecer a ordem legal de funcionário público", com pena de detenção, de quinze dias a seis meses, e multa.
Segundo o texto assinado pelos ministros, os profissionais da área da saúde poderão "solicitar o auxílio de força policial nos casos de recusa ou desobediência" de pacientes que precisem ficar em isolamento ou quarentena. A portaria também prevê que "a autoridade policial poderá encaminhar o agente à sua residência ou estabelecimento hospitalar para o cumprimento das medidas". Há, ainda, a possibilidade de o indivíduo ser encaminhado a um estabelecimento prisional em cela isolada dos demais, esta hipótese, contudo, só é cogitada em casos excepcionais.
O documento também prevê que, caso o governo passe a determinar o isolamento compulsório de pacientes, o que, por ora não ocorre, deve haver indicação médica e a medida precisa ser informada previamente às autoridades.
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