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Famílias venezuelanas chegam a Chapecó para trabalhar em empresas do Oeste

Eles irão trabalhar em Seara, Itá e também em Frederico Westphalen (RS)

Fonte: ND Mais

Migrantes venezuelanos desembarcam, nesta quarta-feira (7), no aeroporto Serafim Enoss Bertaso , em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina.

O primeiro voo com 27 pessoas chegou após às 10h00.

O segundo grupo, com 20 pessoas, deve chegar à Capital do Oeste às 14h45.

Além disso, uma família com três integrantes chega na próxima sexta-feira (9). Outro grupo com 12 pessoas tem previsão de chegada no fim do mês.

Após o desembarque, eles serão levados para Seara, distante 44 quilômetros de Chapecó.

Um grupo menor seguirá para Itá, um pouco mais longe, distante 66 quilômetros da Capital do Oeste.

As famílias serão transportadas pela empresa contratante. Eles estavam abrigados em centros de acolhimento em Boa Vista (RR).

Foram contratados para trabalhar em uma indústria de alimentos de Seara um total de 31 venezuelanos.

Um migrante vai para Frederico Westphalen (RS), onde irá trabalhar em uma empresa de peças mecânicas. As outras 27 pessoas são acompanhantes familiares.

As famílias terão moradia e acompanhamento de assistente social por três meses, garantidos pelo projeto Acolhidos por meio do trabalho, da AVSI Brasil.

O objetivo é que eles economizem as rendas neste período e, a partir do quarto mês, adquiram a autonomia definitiva.

Crise na Venezuela

A Venezuela enfrenta uma intensa situação política, econômica e social, que foi reconhecida pela comunidade internacional como uma crise humanitária.

Como resultado dessa crise, desde 2018 milhares de venezuelanos fugiram pela fronteira brasileira em busca de abrigo, gerando pressões sociais e econômicas no estado de Roraima, especialmente nas cidades de Boa Vista e Pacaraima.

Segundo dados da Operação Acolhida, mais de 800 mil atendimentos foram realizados na fronteira entre Brasil e Venezuela desde o início da crise.

Desse número, 264 mil refugiados e migrantes venezuelanos solicitaram regularização migratória no Brasil.

O Conare (Comitê Nacional para Refugiados) já reconheceu 46 mil venezuelanos como refugiados no Brasil - a maior população com este perfil na América Latina, segundo o ACNUR.


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